CLIPPING RURAL – CNA

CRÉDITO RURAL

 

CNA e agricultores brigam por R$80 milhões

 

 Bancos vão financiar os produtores de mamona 

 

 Após atrasos, BB começa a operar o FRA 

 

 BB promete renegociar débitos com insumos

 

 Liberação de crédito rural segue ritmo lento na safra

 

 Gaúchos não conseguem seguro para soja e milho  

 

 Paraná terá R$ 170 milhões para a agricultura orgânica 

 

 

O Globo

02/09/2007

  Contribuição Sindical

CNA e agricultores brigam por R$80 milhões 

Confederação Nacional de Agricultura processa trabalhadores rurais por uma fatia da contribuição sindical

 

 Evandro Éboli

  

BRASÍLIA. Rivais nas questões agrárias, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) vêm travando, discretamente, uma disputa milionária. As duas entidades brigam por uma fatia de quase R$80 milhões arrecadados da contribuição sindical do agricultor familiar do país. A CNA quer passar a receber esse dinheiro de pequenos agricultores e até já recorreu à Justiça contra milhares deles.

 

A iniciativa gerou um fato inusitado: a entidade patronal processa até assentado vinculado ao arquiinimigo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sob a alegação de que donos de áreas devem recolher contribuição à CNA.

 

A briga entre as duas entidades envolve o conceito do que é empresário do campo - o fazendeiro - e o que é trabalhador rural, para fins de enquadramento sindical. Pela lei, um decreto de 1971, quem é dono de uma área superior a dois módulos rurais é considerado empresário. Quem tem menos é trabalhador. O tamanho de um módulo rural difere por estado e varia entre 15 hectares até 120 hectares, dependendo da região. Um hectare corresponde ao tamanho de um campo de futebol.

 

Agricultores dizem que lei está ultrapassada

 

A contribuição sindical do pequeno produtor que é considerado trabalhador é paga à Contag. Aquele que é enquadrado como empresário paga para a CNA. Mas parlamentares, entidades ligadas aos trabalhadores rurais e produtores pequenos argumentam que a lei está defasada e defendem que deva ser considerado empresário quem é dono de terra acima de quatro módulos.

 

Um projeto de autoria do deputado Assis Couto (PT-PR) prevê essa ampliação, mas enfrenta duríssima resistência da bancada ruralista na Comissão de Agricultura.

 

- Sem chances de essa proposta ser aprovada. É dono de terra? Por lei, tem que contribuir com a CNA - disse o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

 

Por outro lado, o deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS) fez uma veemente crítica aos ruralistas. Ele defende os pequenos agricultores.

 

- Os ruralistas pedem a nossa ajuda para que tenham suas milionárias dívidas anistiadas, mas não agem da mesma maneira com os pequenos, os levam para a Justiça e cobram até o último centavo. Eles têm dois discursos - disse Dagoberto.

 

A CNA estima que, se a proposta de ampliar de dois para quatro módulos o enquadramento sindical for aprovada, a entidade perderá 57% de seus contribuintes, que cairiam de 815.470 para 348.691 agricultores. A contribuição é assim distribuída: 80% para o sistema patronal, em que se incluem CNA, federações e sindicatos; e 20% para o Ministério do Trabalho.

 

A contribuição sindical é paga uma vez por ano e é obrigatória, mesmo que o agricultor não seja sindicalizado. O valor pago à CNA hoje é, em média, de R$207. Quem prefere aderir ao sistema da Contag paga em torno de R$70. O agricultor familiar que tem ao menos um empregado contratado formalmente também paga a contribuição, independentemente do tamanho de sua terra.

 

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A Tarde

29/09/2007

 

Crédito Rural

Bancos vão financiar os produtores de mamona

 

 

Falta de crédito foi um dos motivos que contribuíram para a redução em 40% da produção de mamona na Bahia. As instituições bancárias não ofereceram linhas de financiamento para a safra passada, alegando ser muito alto o risco de não retorno dos investimentos. A inadimplência expressiva também afastou os agricultores dos bancos.

 

"O que se percebe nessa safra 2006/2007 é que houve dificuldade de acesso ao crédito muito em função da restrição ao crédito por problema de endividamento", comenta o coordenador geral de Biocombustíveis do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), Jânio Rosa.

 

Reuniões do coordenador com o Banco do Nordeste e Banco do Brasil já estão rendendo avanços.

 

O Banco do Nordeste, que não havia liberado um centavo para os produtores de mamona durante a safra 2006/2007, já anunciou dispor de R$ 273 milhões para a agricultura familiar baiana para atender os planos de safra 2007/2008, incluindo, plantação de mamona.

 

A instituição estava com as portas fechadas para os produtores de mamona por conta da alta inadimplência e por falta de modelo de produção que garantisse o retorno dos investimentos. Mas o tempo de seca de empréstimos para os produtores de mamona já está superado.

 

Quem garante é o superintendente Estadual do Banco do Nordeste, Paulo Sérgio Ferraro.

 

Ele diz que já estão estabelecidas as regras para liberar o financiamento.

 

O pré-requisito inicial é existir contrato de compra e venda entre a empresa interessada na produção e os agricultores. Essa parceria também precisa prever material genético de qualidade para os produtores, incluindo, sementes certificadas e validada pelo Ministério da Agricultura.

 

O primeiro passo, portanto, é o agricultor se organizar em grupo (associação, cooperativa, sindicato).

 

Em seguida, definir para quem irá vender, estabelecendo contrato de comercialização da produção.

 

BANCO DO BRASIL – O gerente de desenvolvimento regional sustentável do Banco do Brasil, Antonio Marcos Almeida, garante que as linhas para investimento e custeio pelo Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) ganharão incremento de 30% este ano. Em 2006, o volume foi de R$ 5,5 bilhões.

 

Antonio Marcos garante que não só houve aumento do volume de recursos, como as taxas de juros reduzira m.

 

Os produtores de mamona, normalmente, têm renda anual de até R$ 18 mil. Os juros dos empréstimos para esta faixa de renda variam de R$ 1,5% a 3% ao mês, cujas linhas de crédito passaram a valer a partir do final do mês passado.

 

Até agora, o gerente conta que já foi firmado convênio entre o Banco do Brasil, superintendência de agricultura familiar e Petrobras, com foco na cadeia do biocombustível no Estado.

 

Para ter acesso ao crédito do BB voltado para este convênio, o produtor precisa estar cadastrado na Petrobras. Outras propostas podem ser encaminhadas para a instituição bancária, mas devem ser apresentadas por representantes da sociedade civil, diz o gerente.

 

"Não queremos que o produtor fique em fila de banco. Muitos deles não têm nem documentação para se habilitar ao crédito", explica Antonio Marcos Almeida.

 

O gerente também comenta sobre o elevado nível de inadimplência na Bahia, garantindo que há municípios em que a inadimplência chega a 20% dos produtores. "O retorno do empréstimo tem de acontecer, senão, inviabiliza fazer a aplicação do crédito", frisa. Apesar de ainda expressiva, a taxa de inadimplência está decrescente, assegura o gerente do BB

 

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Valor Econômico

05/10/2007

 

Crédito Rural

Após atrasos, BB começa a operar o FRA

 De São Paulo

  

Cedendo a pressões da bancada ruralista, o Banco do Brasil informou ontem já ter iniciado a operacionalização do Programa de Financiamento de Recebíveis do Agronegócio (FRA), prescrito na Lei nº 11.524/07, sancionada pela Casa Civil no último dia 25. O banco informou que entregará às empresas de insumos na próxima semana a lista de produtores aptos a receber o recurso, que totaliza R$ 2,2 bilhões. As empresas negociarão individualmente as condições de regularização das dívidas. 

 

Também na próxima semana deve ser criado pelo Tesouro Nacional o Fundo Garantidor dos Financiamentos. O deputado Homero Pereira (PR-MT), da comissão de agricultura da Câmara, criticou a demora. "Se já demoram para liberar os recursos do FRA, imagine quando houver a renegociação das dívidas de longo prazo". (CB) 

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Gazeta Mercantil

05/10/2007

 

Crédito Rural

BB promete renegociar débitos com insumos  

 

 

São Paulo, 5 de Outubro de 2007 - Depois de circular a notícia de que o Banco do Brasil (BB) não iria mais operar a linha de crédito com o aval do Fundo de Recebíveis do Agronegócio (FRA), a instituição financeira divulgou nota ontem afirmando que a operação começou no dia da publicação da Medida Provisória (MP) 372, em 25 de setembro, e que "a partir da próxima semana" iniciará a entrega aos fornecedores de insumos das esperadas listas dos produtores que poderão renegociar suas dívidas com as indústrias relativas às safras 2004/05 e 2005/06 com o aval do FRA. É com essas listas que as revendas e indústrias de insumos vão começar a negociação com os produtores rurais endividados.

 

Ontem, o deputado federal Homero Pereira (PR-MT) chegou a divulgar nota acusando o banco de ter desistido da operação. Para ele, elas já deviam ter sido iniciadas em junho, quando foi publicada a MP 372, já com efeito de lei. "O BB protelou os trabalhos com a alegação de que teria que esperar a regulamentação da MP. Os produtores precisam começar a safra e estão com nome sujo nas empresas, o que impede a compra de insumos".

 

Para Carlos Sperotto, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o efeito negativo do atraso da operação do FRA já foi sentido pela agricultura. "Muitos produtores já renegociaram diretamente na indústria com juros altos ou compraram o insumo com desvantagem", lamenta.

 

O diretor- executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), Eduardo Daher, diz que todo o crédito agrícola está atrasado. "O FRA é importante, mas não é determinante".

 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Fabiana Batista)

 

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Valor Econômico

09/10/2007

 Política Agrícola

Liberação de crédito rural segue ritmo lento na safra

  

Cibelle Bouças

 

 O ritmo de desembolsos do crédito rural para a agricultura na safra 2007/08 está mais lento que no ciclo passado, de acordo com levantamento preliminar divulgado ontem em reunião da Câmara Temática de Financiamento e Seguro do Agronegócio do Ministério da Agricultura. 

 

Conforme Edilson Guimarães, secretário de Política Agrícola do ministério, até agosto os desembolsos - para agricultura empresarial e agricultura familiar - totalizaram R$ 13 bilhões, ante R$ 11,6 bilhões em igual período da safra 2006/07, o que representou um aumento nominal de 12%. Comparado, no entanto ao total de recursos disponibilizados em cada safra, os desembolsos até agosto totalizaram 18,6% do total disponibilizado para a safra 2007/08, contra 19,3% no ciclo anterior. 

 

Conforme Guimarães, a reunião realizada ontem em São Paulo teve como principal objetivo avaliar o quadro atual do crédito agrícola e avançar nas discussões sobre o refinanciamento de dívidas passadas. Apenas os débitos com risco para a União são estimados em R$ 23 bilhões, num total de 512 mil operações. "Estamos trabalhando com o compromisso de fechar uma proposta estruturada para o setor até dezembro", afirmou. 

 

Ele observou ainda que houve um salto nas negociações com os novos títulos do agronegócio, que de janeiro a setembro totalizaram R$ 5,5 bilhões, ante R$ 2,9 bilhões em todo o ano de 2006. Somente os negócios com Certificado de Depósito Agropecuário (CDA), e Warrant Agropecuário (WA) somaram R$ 5,2 bilhões, contra previsão inicial de R$ 3 bilhões. 

 

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Gazeta Mercantil

09/10/2007

 

Seguro Rural

Gaúchos não conseguem seguro para soja e milho    

Temendo prejuízos que o La Niña pode provocar nas lavouras, as seguradoras não ofertarão seguro para soja e milho do Rio Grande do Sul, onde o risco climático é maior. "Não houve acordo com as resseguradoras porque temem prejuízos elevados", informou o Ministério da Agricultura. (págs. 1 e C-7)

 

La Niña atrasa contratações de apólices

  

São Paulo, 9 de Outubro de 2007 - As contratações do seguro rural estão atrasadas para a safra de verão em decorrência do clima adverso às lavouras e da postergação do governo na liberação de medidas para aprovar a renegociação da dívida dos produtores rurais. Temendo prejuízos devido ao fenômeno La Niña, que pode reduzir a produção de grãos da safra 2007/08, cujo plantio atrasou-se pela falta de chuva nas regiões produtoras, as seguradoras estariam adotando uma política conservadora na contratação do seguro.

 

Até setembro já foram comprometidos R$ 17,1 milhões em subvenção para a safra - incluindo os R$ 5,5 milhões destinados às lavouras de inverno. Apesar de não revelar qual seria a meta para este período, o diretor do Departamento de Gestão de Risco Rural da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wellington Soares de Almeida, admite atraso na contratação. O governo tem disponível R$ 100 milhões para subsidiar o prêmio, valor que deve ser gasto até dezembro. O que foi liberado até agora corresponde a 8.163 mil apólices.

 

Os R$ 17,1 milhões subvencionados até o momento representam, segundo Almeida, uma importância segurada de cerca R$ 700 milhões da produção agrícola da safra, ou seja, menos de 10% da meta do governo. A intenção é atingir neste ano capital segurado de R$ 9 bilhões. Em todo 2006, ano que a subvenção do governo federal efetivamente "deslanchou" foram liberados R$ 31 milhões em subvenção.

 

O diretor comercial da Seguradora Brasileira Rural (SBR), Geraldo Mafra, confirma que as seguradoras estão cautelosas na liberação de apólices, temendo prejuízos com os sinistros, diante do clima adverso às lavouras. "É necessário fazer uma avaliação para não assumir o risco de uma contratação sinistrada", diz. Segundo ele, a SBR já constatou de uma a duas ocorrências de sinistro na cultura de uva por conta das chuvas de granizo no Rio Grande do Sul. Ele não quis revelar o valor das indenizações.

 

A medida das seguradoras - de protelar as contratações - está provocando insatisfação nos agricultores do Rio Grande do Sul e Mato Grosso, que criticam o elevado valor do prêmio - mesmo recebendo subsídios do governo de 50% do valor do seguro rural.

 

O presidente da Associação de Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira Silva, diz que o seguro está longe da realidade da agricultura brasileira.

 

Para o presidente da Comissão de Crédito Rural da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Elmar Konrad, o seguro rural no Brasil ainda não saiu do papel. "O seguro rural só existe na teoria. Na prática, não existe", diz. Konrad criticou o desinteresse das seguradoras de reter o seguro para a soja e milho. "A única opção de seguro que temos hoje é o Proagro para o trigo", disse.

O coordenador de seguro do ministério, Eustáquio Santana, confirma que no Rio Grande do Sul não tem oferta de seguro para a soja e arroz, além do milho. "Não houve acordo com as resseguradoras porque o risco (climático) de lá é elevado".

 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Viviane Monteiro)

 

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 Canal Rural

 06/12/2007

 Crédito Rural

 Paraná terá R$ 170 milhões para a agricultura orgânica

 

O Banco do Brasil está liberando R$ 170 milhões em créditos de custeio e investimentos para financiar a agricultura orgânica do Paraná na safra 2007/08. Essa iniciativa vai impulsionar o setor para avançar rumo a uma produção em escala, com presença forte no mercado, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, durante a abertura do III Paraná Orgânico nesta quinta, dia 6, no Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

 

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