CLIPPING RURAL CNA

DEFESA AGROPECUÁRIA

 

 

  Câmara lança Frente Parlamentar da Extensão Rural 

 

 Fiscalizar para exportar

 

  Ministro garante cana em lavouras formadas

 

  Governo define níveis de controle na avicultura

 

Agricultura orgânica

 

  Fiesp sai em defesa do fertilizante nacional

 

 

Agência Câmara

03/10/2007

 

Congresso

Câmara lança Frente Parlamentar da Extensão Rural 

 

A Câmara lançou hoje a Frente Parlamentar da Extensão Rural Pública, com a adesão de 243 deputados e 21 senadores. O Brasil conta atualmente com 15 mil extensionistas rurais, presentes em 4,4 mil municípios.

 

Os extensionistas conseguiram dos parlamentares a promessa de lutar pela aprovação de projetos que melhorem a qualidade de vida do homem do campo e por menos burocracia na liberação de recursos. Entre as décadas de 70 e 80, 60% das verbas da extensão rural vinham da União. Hoje, esse índice caiu para apenas 8%.

 

A extensão rural é o processo de divulgar, entre a população do campo, conhecimentos e habilidades sobre práticas agropecuárias, florestais e domésticas reconhecidas como importantes e necessárias à melhoria de sua qualidade de vida. O objetivo é estimular a população rural a mudar a maneira de cultivar a terra, de criar o gado, de administrar seu negócio, e a trabalhar em favor da própria comunidade. Os extensionistas rurais são educadores que utilizam técnicas que auxiliam o produtor rural a ter uma produção sustentável sob os aspectos ambientais, econômicos e sociais.

 

Pobreza rural

Segundo números divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, a miséria no campo foi reduzida de 56,5% da população rural em 1995 para 41% em 2006. De acordo com a fundação, essa queda se deve, em parte, à ação das empresas de extensão rural que desenvolvem políticas públicas no campo.

 

No Brasil, 4,2 milhões de agricultores familiares respondem por 38% da produção nacional e por 70% dos empregos gerados no campo. A extensão rural atende principalmente esses pequenos agricultores.  

 

Reportagem - Adriana Marcondes/TV Câmara

Edição - Patrícia Roedel

                                                                         

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O Estado de S. Paulo

30/08/2007

 

Editorial

Fiscalizar para exportar

 Não basta oferecer um bom produto pelo melhor preço, já descobriram os setores mais avançados do agronegócio, da siderurgia e de outros segmentos produtivos da economia brasileira. Para atender ao mercado é preciso, cada vez mais, levar em conta as condições sociais da produção e os seus efeitos no ambiente. E não se trata apenas de seguir bons princípios para seduzir o consumidor. Boa parte do discurso política e ecologicamente correto, no Primeiro Mundo, serve antes de mais nada para disfarçar interesses protecionistas, mas a opinião pública não sabe disso. Fazer a coisa certa, portanto, é o caminho mais seguro para o sucesso comercial. Esse argumento deve ter algum peso quando falham motivações mais nobres, como o respeito à lei, aos direitos básicos e à natureza.

 

Assim, se não por outro motivo, pelo menos por pragmatismo convém apoiar iniciativas como a da Embrapa, de adoção de um sistema para avaliar os efeitos socioambientais da produção de combustíveis de origem vegetal. O programa será anunciado em setembro e incluirá o lançamento, em parceria com o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica, da França, de um certificado para os produtos.

 

O dendê, usado na fabricação de biodiesel, será o primeiro produto certificado pelo sistema. De todas as matérias-primas do biocombustível, é a mais cultivada na Amazônia - daí a sua escolha para a implantação do programa. Os consumidores europeus podem imaginar a Amazônia como extensão de Copacabana e, portanto, do Estuário do Prata, mas isso não faz diferença quando se trata de fazer campanha contra a devastação florestal e a violação dos direitos humanos no Brasil.

 

Combustível para essas campanhas não falta, fornecido generosamente por uma parcela - pequena, mas desastrosa - do empresariado brasileiro. No mês passado, o jornal britânico The Independent e o espanhol El País noticiaram a libertação de mais de mil cortadores de cana tratados como escravos numa lavoura de cana no Pará. O episódio, segundo o jornal inglês, mostrou “o lado sombrio do atual boom do etanol”.

 

Os grupos empresariais modernos decidiram há algum tempo entrar em cena e ajudar as autoridades a pôr ordem na casa. A tarefa exige persistência. Na Amazônia, cerca de 12% das carvoarias ainda usam mão-de-obra escrava, segundo estimativa do Instituto Carvão Cidadão (ICC), formado por 14 produtores de gusa da região de Carajás, incluída a Companhia Vale do Rio Doce. A região tem cerca de 1.500 carvoarias e 316 foram fechadas por irregularidades, segundo o ICC. A Vale interrompeu, na semana passada, o fornecimento de minério de ferro a duas produtoras de gusa porque suas atividades, segundo a mineradora, “não atendem às leis ambientais e/ou trabalhistas do Brasil”. A violação das leis produz, entre outros efeitos, a depreciação da imagem comercial do País.

 

No agronegócio o uso da certificação socioambiental e sanitária vem-se difundindo rapidamente. A certificação EurepGap, criada em 1997 por um grupo de varejistas europeus, já é aplicada, no Brasil, a produções de aves, bovinos, soja, milho, frutas e rações para animais. O movimento apenas começou, mas o controle já é aplicado a mais de 100 mil bovinos em 60 fazendas, 245 mil aves, 18.900 hectares de soja e 8 mil de milho e a cerca de 12 mil hectares de frutas.

 

Hoje atuam no Brasil 19 certificadoras e seu trabalho dá maior segurança não só a quem produz para vender aos mercados europeus, mas também a quem exporta para China, Japão, México e outros países latino-americanos.

 

Com a adoção desses programas, o próprio setor privado - por meio da ação, por exemplo, de frigoríficos e processadoras de grãos - passa a controlar com maior eficiência a qualidade de suas matérias-primas e suas condições de produção. Diante das pressões protecionistas, como a dos pecuaristas irlandeses, na União Européia, retardar a adoção desses controles poderia resultar num suicídio comercial.

 

Embora fundamental, a mobilização do setor privado não isenta o governo de responsabilidades no campo dos controles sanitário, trabalhista e ambiental. O governo continua devedor, especialmente em relação à defesa sanitária. 

  

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Gazeta Mercantil

04/12/2007

 

Cana-de-Açúcar

Ministro garante cana em lavouras formadas

 

São Paulo, 4 de Dezembro de 2007 - Usineiros já estabelecidos na região da Amazônia vão poder continuar a produção sucroalcooleira, só não vão poder ampliar o cultivo a partir de junho do próximo ano, quando será lançado o zoneamento agroclimático da cana-de-açúcar, ainda em fase de elaboração. A estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é de que seis usinas estejam instaladas no Norte do País. Duas estão em construção em Roraima (em bioma de campos, segundo o ministro), uma outra foi reativada no Acre, outras duas estão no Pará e uma em Manaus (AM).

 

"Na minha visão, o que está lá fica lá. Mas não se pode desmatar áreas novas. Isso é lei", diz o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

 

Ocupando hoje 6,5 milhões de hectares no País, a cultura da cana-de-açúcar deve se estender a 9 milhões ou 10 milhões de hectares até 2015, quando a produção de etanol irá dobrar, segundo previsão do ministério.

 

O zoneamento, explica o ministro, indicará onde pode haver o cultivo de cana do ponto de vista agroclimático, regiões proibidas, que devem incluir os biomas amazônico, pantaneiro, além de reservas indígenas, e as áreas onde o governo vai incentivar o desenvolvimento da cultura, tais como em pastagens degradadas.

 

Em reunião em São Paulo, Stephanes falou também sobre o grupo de trabalho criado para reduzir o monopólio das multinacionais de insumos agrícolas. "Sobre o antidumping do glifosato chinês, que beneficia a multinacional Monsanto, já nos posicionamos oficialmente a favor da suspensão", garante.

 

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 8)(Fabiana Batista)

  

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Valor Econômico

07/12/2007

 

Avicultura

Governo define níveis de controle na avicultura

  

De Brasília

 

Dois anos depois de anunciado pelo Ministério da Agricultura, o plano de regionalização da produção avícola brasileira criou ontem a primeira classificação estadual sobre níveis de fiscalização e controle veterinário. As novas medidas, criadas para prevenir e combater a influenza aviária e doença de Newcastle, também abrem caminho para eventuais proibições do trânsito interestadual de aves. 

 

"Agora, temos uma estrutura para épocas de emergência sanitária", disse o secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz. "É um sinal para os importadores da nossa carne de frango". As indústrias brasileiras detêm 40% do mercado mundial e exportam para 145 países. Neste ano, as vendas do setor devem gerar US$ 4,5 bilhões em divisas, segundo a União Brasileira da Avicultura (UBA). 

 

Separados por grau de eficiência veterinária e auditados pelo ministério, os Estados foram classificados de acordo com o nível de preparo de seus serviços sanitários para reagir a um eventual foco de influenza ou Newcastle. O ministério avaliou a quantidade e localização de granjas e abatedouros, barreiras sanitárias nas divisas, adequação da legislação estadual e a existência de fundo de indenização para cobrir emergências. 

 

Apenas Santa Catarina obteve a classificação "B", o status sanitário mais elevado no país e que lhe garante o direito de solicitar ao ministério restrições ao ingresso de aves vivas dos demais Estados em seu território. Nenhuma unidade da federação atingiu o nível "A", o que confere a condição de livre circulação em todo o território nacional. 

 

Outros 12 Estados do Centro-Sul (mais Bahia, Rondônia, Tocantins e Sergipe) foram classificados no nível intermediário "C". Nesse caso, a produção só poderá ser vendida para Estados cuja classificação seja equivalente ou inferior. Mas esses Estados poderão pedir ao ministério a restrição à entrada de aves vivas das unidades que obtiveram a nota "D". Nessa situação, estão Norte e Nordeste (mais Espírito Santo e Rio de Janeiro). Seus serviços sanitários precisam de estruturação e ações pontuais de vigilância. 

 

Amazonas, Amapá, Acre, Alagoas, Maranhão e Roraima não aderiram ao programa. Eles não têm nenhuma classificação. 

 

O plano de regionalização devia ter sido apresentado em janeiro de 2005, mas impedimentos jurídicos obrigaram o governo a rever as bases do programa para estabelecer as diferenças entre os níveis de fiscalização e controle em cada Estado. (MZ)

 

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Folha de S. Paulo

08/12/2007

Opinião

Agricultura orgânica

Falta-nos uma clara regulamentação sobre os orgânicos, para que haja seriedade no seu comércio.

  

Qualidade do alimento é hoje um assunto mais relevante do que foi a própria questão da segurança alimentar, grande desafio imposto à agricultura do século passado. A resposta dada pela ciência àquele desafio foi espetacular, e a oferta quantitativa de comida cresceu mais do que a demanda.

 

Hoje, temas ligados à saúde, à demografia, ao ambiente e às mudanças climáticas, às novas tecnologias e ao comércio mundial ensejam longas e pertinentes discussões sobre a segurança do alimento.

 

Nessas conversas, insere-se a disputa entre os alimentos produzidos pelo sistema tradicional, os transgênicos e os produtos orgânicos.

 

Às vezes, a paixão domina as discussões, tirando-lhes a lógica que sinaliza a coexistência pacífica dos três tipos de agricultura. Mas essa é a realidade: há espaço para tudo, e o consumidor bem informado, o grande vetor do mercado, determinará o crescimento desse ou daquele modelo.

 

De qualquer forma, o Brasil precisa olhar com mais atenção um importante segmento em evolução planetária: a agricultura orgânica. Em 2000, o mercado mundial desse setor mal superava a casa dos US$ 20 bilhões, o que já era um número impressionante. Mas, em 2010, a indústria internacional dos orgânicos deverá chegar bem perto de US$ 60 bilhões, um aumento espetacular em dez anos. Cerca de 5% do mercado de alimentos dos países desenvolvidos é de orgânicos e, tratando-se apenas dos hortifrutigrangeiros, chega a quatro vezes mais, em vários países.

 

Atualmente, a Europa move US$ 17 bilhões de orgânicos, e os EUA, 15.

 

Segundo a Ifoam, 31 milhões de hectares já foram convertidos para orgânicos em todo o mundo e 62 milhões são reconhecidos como extrativismo vegetal. No Brasil, ainda é relativamente pequeno o setor: calcula-se que tenhamos 800 mil hectares cultivados com orgânicos, em geral por pequenos produtos (seriam 15 mil!), e 5 milhões de hectares de extrativismo.

 

O que nos falta é uma clara regulamentação sobre a matéria, especialmente no que diz respeito à certificação dos orgânicos, para que haja seriedade no seu comércio. Em 23 de dezembro de 2003, o presidente da República sancionou a lei 10.831, dispondo sobre a agricultura orgânica. Nesse instrumento legal, as bases gerais foram estabelecidas; caracterizaram claramente a agricultura orgânica e seus objetivos.

 

A própria lei estabeleceu a necessidade de um regulamento. Para fazê-lo, foi criada em 2004 a Câmara Setorial da Agricultura Orgânica, composta por representantes da área e do governo, no âmbito do Ministério da Agricultura. Na reforma estrutural da pasta, no mesmo ano, foi criado um setor específico, a Coordenação de Agroecologia, que montou um vigoroso Programa de Desenvolvimento da Agricultura Orgânica, com linhas prioritárias bem definidas: manejo da biomassa verde e sistemas agroflorestais; manejo e controle sanitário alternativo; boas práticas de produção, colheita e industrialização; sistemas reguladores do comércio; planejamento, manejo e adequação ambiental de propriedade orgânica; e produção de material de propagação vegetal, reprodução animal orgânicos.

 

Depois de dois anos de discussões, a Câmara Setorial preparou um decreto, negociado entre as partes todas (inclusive os diferentes órgãos do governo), que, já assinado pelo ministro da agricultura, aguarda assinatura de outros ministros para publicação. É essencial que isso ocorra logo. O Brasil não pode ficar na retaguarda de um mercado tão promissor e que, ademais, representa excelente alternativa ao pequeno produtor rural, tão carente de renda e de políticas adequadas.

 

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ROBERTO RODRIGUES, 65, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Departamento de Economia Rural da Unesp - Jaboticabal, foi ministro da agricultura. Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta coluna.

 

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Valor Econômico

12/12/2007

 

Agronegócio

Fiesp sai em defesa do fertilizante nacional

  

Fernando Lopes

 

 Sérgio Zacchi/Valor

Benedito Ferreira, da Fiesp: falta de isonomia é um problema antigo que ganha força com o atual aumento da demanda

 

 

Antiga demanda das fabricantes de fertilizantes radicadas no país, a isonomia tributária em relação aos produtos importados entrou na pauta da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Munido de um estudo recém-concluído pela consultoria MB Associados, o Departamento de Agronegócios da entidade patronal paulista já percorre o Congresso e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em busca de apoio para uma mudança na legislação capaz de estimular a expansão da oferta doméstica.

 

A vantagem tributária dos adubos importados vem dos tempos da Lei Kandir, de 1996, e envolve o pagamento de ICMS. Enquanto o produto nacional é onerado em operações interestaduais com alíquotas que variam de 4,9% a 8,4%, o fertilizante de fora chega a seu destino sem pagar o imposto. Agricultores de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul estão entre os que pagam 4,9% na movimento interna. Já paulistas e paranaenses enfrentam taxa de 8,4%. 

 

"É um problema antigo, mas que voltou à tona com o forte aumento da demanda", afirma Benedito Ferreira, experiente executivo do segmento e atualmente diretor titular do Departamento de Agronegócios da Fiesp. Fortalecido ao longo do último ano, o departamento conta hoje com quatro divisões (insumos, agropecuária, agroindústria e comércio exterior) e com um Conselho Superior presidido pelo ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues. 

 

O ideal, defende Ferreira, é que fertilizantes nacionais e importados não pagassem ICMS. Mas, na impossibilidade de o governo aceitar uma solução nessa linha, o imposto pago hoje apenas pelo adubo produzido no país poderia ser "dividido" com o insumo oriundo de outras origens. Este também poderia passar a pagar tarifa de importação - neste caso, propõe a Fiesp, o importado poderia ficar isento do pagamento do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que equivale a 25% do valor do frete. 

 

Ferreira sabe, contudo, que a taxação do produto importado pode não ser bem recebida por significar, na prática, uma elevação de impostos em um país onde a carga tributária já é reconhecidamente elevada. Ele também sabe que muitos grandes produtores do país, sobretudo do Centro-Oeste, fazem importações diretas do insumo e gostam da vantagem proporcionada pela isenção de ICMS. 

 

Mas sustenta que as perspectivas para o agronegócio brasileiro são fantásticas em razão da demanda para a produção de alimentos e biocombustíveis e que, se nada for feito, a dependência do país de adubo importado será sufocante no longo prazo. "É uma questão até estratégica. Não podemos nos esquecer que o fertilizante é o combustível da agricultura". 

 

Em 1983, conforme o estudo da MB Agro, os adubos importados representaram 32% da demanda brasileira, que alcançou 5,478 milhões de toneladas de produtos finais. Em 2006, o consumo total foi de 20,982 milhões de toneladas e a fatia dos importados foi de 65%. Em 2025, sem mudanças tributárias, a consultoria estima que os adubos de fora poderão representar 86% de uma demanda projetada em 54,216 milhões de toneladas. 

 

Nitrogênio, potássio e fósforo são as principais fontes de matérias-primas para a produção de fertilizantes. Com ou sem taxas, a dependência perdurará no caso dos derivados do potássio, já que não há depósitos expressivos no país. Nos nitrogenados ela poderá diminuir, já que existem perspectivas de expansão da produção doméstica de gás natural. São os fosfatados que concentram os maiores aportes de empresas como Fosfertil e Copebrás, as maiores fabricantes de matérias-primas radicadas no Brasil - que em recentes entrevistas ao Valor afirmaram que não investem mais em razão da vantagem tributária dos importados. 

 

Ferreira diz que o estudo já foi enviado ao Ministério da Agricultura, será apreciado pelo Ministério do Desenvolvimento e também seguirá para a Casa Civil. No Congresso, já é alvo de debates entre senadores. "Também faremos uma espécie de road show em todos os Estados do país. Em 2007, a demanda brasileira por fertilizantes será recorde. Alcançará pelo menos 24,5 milhões de toneladas no total, com faturamento líquido estimado em R$ 17 bilhões.

 

 

 

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