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O Governo Federal fará investimento na ordem
de R$ 2,4 bilhões para melhoramento da infra-estrutura portuária
no país. A informação foi cedida por Sergio
Novaes, ao substituir o ministro de Estado da Secretaria Especial
de Portos, Pedro Brito, durante mesa redonda de debates no PECNORDESTE
(Seminário Nordestino de Pecuária) nesta terça-feira.
O evento começou dia 23 segue até quinta-feira, dia
26, no Centro de Convenções.
Novaes destacou que o investimento é parte do pacote do PAC
(Plano de Aceleração do Crescimento) e pretende estimular
e atrair, mais ainda, tanto do setor público como do privado,
a fim de fazerem o mesmo. "É necessário reestruturar
o setor portuário", reconheceu ao ponto que justificou
dizendo que "precisamos crescer em todos os modais".
De 2000 até o ano passado, as exportações brasileiras
cresceram 191%. Em valores isso representa um salto de U$ 55,1 para
U$ 160 bilhões. O palestrante prevê para o próximo
ano, algo em torno de R$ 190 bilhões. Diante desse quadro
é que Sergio julga necessário a nova política
portuária e modelo de gestão, por ele apresentados.
"Os investimentos federais em 2007 foram maiores que o dobro,
em relação ao ano anterior", disse. A verba garantida
pelo governo, também, será usada para o desenvolvimento
do Sistema Nacional de Dragagem, que se divide em duas fases, tendo
o Ceará como contemplado já na primeira.
O segundo palestrante, no entanto, destoou um pouco do discurso
ao afirmar que o valor é baixo. Como consultor de infra-estrutura
da Confederação da Agricultura e Pecuária do
Brasil – CNA, Luis Antônio Fayet apresentou o que chamou
de Visão da Agricultura. Na sua projeção, daqui
dez anos "teremos que dispor de duas vezes o que o Brasil tem
atualmente, em termos de logística dos portos, ". Ele
estima que em 2017 exportaremos 190 milhões de toneladas,
somente em produtos agrícolas. Seus dados usam o ano passado
como base, quando constatou-se 116 toneladas.
"Esse valor de R$ 2,4 bilhões é insuficiente",
afirmou com veemência e especulou " o que precisamos
é algo em torno de R$ 30 ou R$ 30,5 milhões, tendo
em vista o crescimento que o país protagoniza". A exportação
é a lavanca do mercado interno brasileiro na sua opinião.
"Além do quadro atual beneficiar o país, que
produz 40% do etanol mundial", destacou.
PALESTRAS E OFICINAS NO PECNORDESTE
Os macrotemas desta quarta-feira serão Desenvolvimento Regional
e Transgênicos – Ameaças e Oportunidades, com
as respectivas duplas de palestrantes: Roberto Smith (Presidente
do BNB) / Liana Carleial (Diretora do IPEA) e Elíbio Leopoldo
(Pesquisador Embrapa) / Vera Maria Alves Pesquisadora Embrapa.
Acontecerão, simultaneamente, oficinas de capacitação
em artesanato e culinária, além de festival gastronômico
e vários cursos nas áreas de aqüicultura, avicultura,
bovinocultura, ovinocaprinocultura e eqüinocultura.
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