Inácio Arruda convoca Lideranças Empresariais para batalhar pela Refinaria

Política de Desenvolvimento produtivo e as perspectivas para o Ceará, foi o tema da palestra que o senador Inácio Arruda(PCdoB), proferiu no dia 26/05, no Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense-AGROPACTO., promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará-FAEC. O Presidente, Joé Ramos Torres de Melo Filho, destacou a importância da bancada cearense comparecer aos encontros do Agropacto.

O senador cearense fez uma exposição sobre o programa lançado no dia 12 de maio, pelo Presidente Lula, denominado Política de Desenvolvimento Produtivo do Governo federal, composto por 20 medidas de desoneração tributária e por programas de financiamento especiais, que abrangem 24 setores produtivos. serão desonerados aproximadamente, R$ 21,4 bilhões para o setor industrial. APDP, que visa consolidar o crescimento de longo prazo da economia brasileira, tem quatro macro-temas a serem alcançados até 2010: acelerar o investimento fixo, estimular a inovação,ampliar a inserção internacional do Brasil e aumentar o número de micro e pequenas empresas exportadoras.

A nova política industrial lançada pelo Governo federal deverá beneficiar também micro e pequenas empresas . Além do incentivo direto reservado para este segmento, que pretende incrementar em 10% as suas exportações, as MPEs também devem ser beneficiadas com o impacto da política de desenvolvimento de maneira indireta, em uma espécie de efeito cascata.

Para ele, o Governo federal está fazendo a sua parte, disponibilizou recursos e precisa de bons projetos. Ele aconselhou os dirigentes empresariais a procurarem reforçar as áreas que já são nossa experiência exitosa,citando a fruticultura, exportação de castanha-de-caju, calçados e têxteis. Outro setor importante é o da construção civil, industria naval e da Ciência e Tecnologia.

Ainda, segundo Inácio Arruda, o Governo federal anunciou recursos do PAC para o Nordeste onde está incluído o nosso Estado da ordem de R$ 11 bilhões, afora R$ 10,5 bilhões só para o Estado do Ceará, sem considerar os recursos de emendas parlamentares e do Metrofor, que apesar de ser um projeto estadual foi encampado pelo Governo federal.

Durante os debates, o empresário Alcântara Macedo, ex-presidente do CIC, quis saber o porque da postergação da Refinaria de Petróleo para o Ceará, quando destacou as vantagens comparativas em relação aos demais Estados. O senador Inácio Arruda, acabou convocando as lideranças políticas e empresarias para continuar lutando pelo investimento para o Estado. “Nós deveríamos fazer um esforço muito grande para reverter este quadro. O Ceará tem uma mini-refinaria no Porto do Mucuripe, por que não expandi-la no Porto do Pecém? Esta poderá ser uma grande opção, finalizou.